sexta-feira, dezembro 31, 2004
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quinta-feira, dezembro 30, 2004
Sindicato exige uma inspecção à Impala
imprensa violação do direito dos jornalistas
Sindicato exige uma inspecção à Impala
Fumadores notificados por saírem ao exterior Fontes e contactos ficam registados
Arquivo DN
impala. Sindicato dos Jornalistas apela à Inspecção-Geral de Trabalho
O Sindicato dos Jornalistas solicitou a intervenção da Inspecção-Geral de Trabalho na Impala, acusando aquele grupo de media de submeter os trabalhadores «a uma continuada violação dos seus direitos e da sua dignidade», referiu ontem em comunicado.
A proibição de sair para o pátio do edifício onde funciona a empresa, aplicada também aos trabalhadores fumadores, o condicionamento do acesso às máquinas automáticas de bebidas e alimentos, e as ameaças de sanções disciplinares devido ao alegado abuso na utilização da Internet e dos telefones são apenas alguns dos factos que motivaram este pedido por parte do sindicato.
Os trabalhadores que se atrevem a sair do edifício de Ranholas durante as pausas laborais ficam sob a ameaça de processo disciplinar. E, por não ser permitido fumar no seu interior, os fumadores que vão ao exterior «estão a ser notificados sobre o número de saídas não autorizadas» que devem ser descontadas no salário, adianta a nota de imprensa.
«Os jornalistas que necessitam de sair em serviço são objecto de uma apertada e ilegítima vigilância», tendo de preencher uma «justificação de ausência», onde devem constar as fontes e os locais do contacto com os entrevistados, facto que o sindicato considera «circunstância que põe em causa o sigilo profissional».
Outra das denúncias muito graves refere-se aos «indícios de tentativas de controlo de critérios editoriais pela Administração», «sendo proposto a alguns jornalistas a feitura de «publi-reportagens».
O comunicado refere também que «a empresa não faz adiantamentos de verbas para despesas de reportagem», forçando os jornalistas a adiantarem dinheiro do seu próprio bolso, e procedendo aos reembolsos «apenas uma semana depois».
As máquinas de bebidas e alimentos tem acesso «fortemente condicionado», tendo a empresa transferido esse material «para zonas sob vigilância».
A penalização para quem perde o cartão magnético de acesso às instalações é o pagamento de um novo, no valor de dez euros.
Para o Sindicato dos Jornalistas, a situação que os trabalhadores vivem no grupo Impala tornou-se «inadmissível». Por isso esta organização sindical, apela «à unidade dos trabalhadores da empresa» e declara o seu «apoio às acções que decidam encetar em defesa legítima dos seus direitos».
Sindicato exige uma inspecção à Impala
Fumadores notificados por saírem ao exterior Fontes e contactos ficam registados
Arquivo DN
impala. Sindicato dos Jornalistas apela à Inspecção-Geral de Trabalho
O Sindicato dos Jornalistas solicitou a intervenção da Inspecção-Geral de Trabalho na Impala, acusando aquele grupo de media de submeter os trabalhadores «a uma continuada violação dos seus direitos e da sua dignidade», referiu ontem em comunicado.
A proibição de sair para o pátio do edifício onde funciona a empresa, aplicada também aos trabalhadores fumadores, o condicionamento do acesso às máquinas automáticas de bebidas e alimentos, e as ameaças de sanções disciplinares devido ao alegado abuso na utilização da Internet e dos telefones são apenas alguns dos factos que motivaram este pedido por parte do sindicato.
Os trabalhadores que se atrevem a sair do edifício de Ranholas durante as pausas laborais ficam sob a ameaça de processo disciplinar. E, por não ser permitido fumar no seu interior, os fumadores que vão ao exterior «estão a ser notificados sobre o número de saídas não autorizadas» que devem ser descontadas no salário, adianta a nota de imprensa.
«Os jornalistas que necessitam de sair em serviço são objecto de uma apertada e ilegítima vigilância», tendo de preencher uma «justificação de ausência», onde devem constar as fontes e os locais do contacto com os entrevistados, facto que o sindicato considera «circunstância que põe em causa o sigilo profissional».
Outra das denúncias muito graves refere-se aos «indícios de tentativas de controlo de critérios editoriais pela Administração», «sendo proposto a alguns jornalistas a feitura de «publi-reportagens».
O comunicado refere também que «a empresa não faz adiantamentos de verbas para despesas de reportagem», forçando os jornalistas a adiantarem dinheiro do seu próprio bolso, e procedendo aos reembolsos «apenas uma semana depois».
As máquinas de bebidas e alimentos tem acesso «fortemente condicionado», tendo a empresa transferido esse material «para zonas sob vigilância».
A penalização para quem perde o cartão magnético de acesso às instalações é o pagamento de um novo, no valor de dez euros.
Para o Sindicato dos Jornalistas, a situação que os trabalhadores vivem no grupo Impala tornou-se «inadmissível». Por isso esta organização sindical, apela «à unidade dos trabalhadores da empresa» e declara o seu «apoio às acções que decidam encetar em defesa legítima dos seus direitos».
Tsunami: que espectáculo!
A propósito das ondas que varreram o Índico. Há coisas que me chamam a atenção para lá da caridade e da demagogia promotora dos sentimentos de humanidade universal.
Penso que este desastre deu um jeitaço aos mass media de todo o mundo, tradicionalmente lixados nesta altura do ano com a falta de conteúdos noticiosos. Assim, tiveram um reality-show à borla com muita emoção, criancinhas orfãs, gente que já era miserável tornada ainda mais miserável pronta a receber em encomendas aéreas todo o sentimento de culpa de um ocidente (e Japão) demasiado rico e poderoso para olhar para o sul durante o resto do ano.
Este reality-show só é verdadeiramente eficaz porque também lá estavam brancos louros que falavam inglês ou outras línguas caucasianas, prontos a darem comovidas entrevistas nos aeroportos da europa, com muito estado de choque e lágrimas genuínas.
Curiosamente, com tantos milhares de mortos disponíveis, há um pudor não assumido em mostrar a morte deste lado das ondas hertezianas.
Todas as empresas de mass media (as corporações, como diriam os americanos) dão tempo de antena aos especialistas que nos vêem explicar que os americanos já sabiam do maremoto uma hora antes dos acontecimentos. Eu vi na CNN. Mas não vi ninguém questionar-se sobre o porquê de terem falhado os alertas. No máximo diziam que eram falhas de organização lá deles, dos asiáticos.
As corporações de mass média que criam e divulgam os conteúdos informativos e difundem modelos de elaboração dos conteúdos não gostam de contribuir para uma memória colectiva do horror. Preferem dar-nos a catástrofe espectacular e delicodoce das destruições materiais, das ondas que já todos vimos em filmes de hollywood, ao choque dos corpos amontoados e inchados de gente de olhos amendoados.
Parece-me que entram nesta mesma estratégia de espectacularização do horror o abafamento de mortes em massa como as que quotidianamente se "vêem" em África e na Ásia. Há muito tempo que deixamos de ser impressionados em nossas casas pelo horror da morte pela fome em directo, pelos massacres das guerras que os nossos governos promovem em casa dos outros.
Uma outra estratégia de manipulação da política e das emoções tem a ver com a construção das "tragédias", das "fatalidades", das "catástrofes". Tanto entram neste domínio o tsunami como os genocídios no Ruanda, no Sudão, no Iraque, na Palestina...
[Renegade]
Penso que este desastre deu um jeitaço aos mass media de todo o mundo, tradicionalmente lixados nesta altura do ano com a falta de conteúdos noticiosos. Assim, tiveram um reality-show à borla com muita emoção, criancinhas orfãs, gente que já era miserável tornada ainda mais miserável pronta a receber em encomendas aéreas todo o sentimento de culpa de um ocidente (e Japão) demasiado rico e poderoso para olhar para o sul durante o resto do ano.
Este reality-show só é verdadeiramente eficaz porque também lá estavam brancos louros que falavam inglês ou outras línguas caucasianas, prontos a darem comovidas entrevistas nos aeroportos da europa, com muito estado de choque e lágrimas genuínas.
Curiosamente, com tantos milhares de mortos disponíveis, há um pudor não assumido em mostrar a morte deste lado das ondas hertezianas.
Todas as empresas de mass media (as corporações, como diriam os americanos) dão tempo de antena aos especialistas que nos vêem explicar que os americanos já sabiam do maremoto uma hora antes dos acontecimentos. Eu vi na CNN. Mas não vi ninguém questionar-se sobre o porquê de terem falhado os alertas. No máximo diziam que eram falhas de organização lá deles, dos asiáticos.
As corporações de mass média que criam e divulgam os conteúdos informativos e difundem modelos de elaboração dos conteúdos não gostam de contribuir para uma memória colectiva do horror. Preferem dar-nos a catástrofe espectacular e delicodoce das destruições materiais, das ondas que já todos vimos em filmes de hollywood, ao choque dos corpos amontoados e inchados de gente de olhos amendoados.
Parece-me que entram nesta mesma estratégia de espectacularização do horror o abafamento de mortes em massa como as que quotidianamente se "vêem" em África e na Ásia. Há muito tempo que deixamos de ser impressionados em nossas casas pelo horror da morte pela fome em directo, pelos massacres das guerras que os nossos governos promovem em casa dos outros.
Uma outra estratégia de manipulação da política e das emoções tem a ver com a construção das "tragédias", das "fatalidades", das "catástrofes". Tanto entram neste domínio o tsunami como os genocídios no Ruanda, no Sudão, no Iraque, na Palestina...
[Renegade]
MICHEL DE MONTAIGNE
"Nothing fixes a thing so intensely in the memory as the wish to forget it."
Michel de Montaigne (1533-1592) French essayist.
Michel de Montaigne (1533-1592) French essayist.
terça-feira, dezembro 28, 2004
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Luís de Camões
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Luís de Camões
domingo, dezembro 26, 2004
sábado, dezembro 25, 2004
Sobre Os Partidos
"Os partidos são hoje hostes profissionais de assalto aos cargos públicos e o seu quadro permanente de oficiais já está preenchido. Novos recrutas só se pretendem para os lugares do fundo da hierarquia, desprendidos de ambições ou suficientemente pacientes para saberem aguardar a sua vez. "
Valada, Rui, Público, em 20041223
Valada, Rui, Público, em 20041223
sexta-feira, dezembro 24, 2004
quarta-feira, dezembro 22, 2004
LOS ABUSOS ERAN 'FRECUENTES Y CONOCIDOS'
LOS ABUSOS ERAN 'FRECUENTES Y CONOCIDOS'
Agentes del FBI denuncian nuevos casos de torturas y malos tratos en cárceles de Irak y Guantánamo
http://www.elmundo.es/elmundo/2004/12/21/internacional/1103632791.html
Según una serie de memorandos desclasificados este lunes, los prisioneros sufrieron golpes, estrangulamientos o inmovilizaciones prolongadas
EUROPA PRESS
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A D E M Á S ...
* Las imágenes de las torturas en Abu Ghraib
NOTICIAS RELACIONADAS
NUEVA YORK (EEUU).- Varios agentes de la Policía Federal estadounidense (FBI) han presentado nuevos testimonios de torturas y malos tratos perpetrados por las autoridades estadounidenses tanto en Irak como en el centro de detención de la bahía de Guantánamo, en Cuba, según informó el diario 'The New York Times'.
A juicio del diario, estos documentos confirman que estas prácticas eran bien conocidas entre un amplio círculo de representantes gubernamentales.
En una serie de memorandos, desclasificados este lunes por el Ejecutivo con motivo de unas acciones legales emprendidas contra el Gobierno por su presunta complicidad en las torturas, los agentes del FBI -que fueron testigos de estos abusos- aseguran que los prisioneros de los centros de detención estadounidenses en Irak sufrieron golpes y estrangulamientos y que en algunos casos los soldados llegaron a encenderles cigarrillos introducidos en sus orejas.
Aparte, varios agentes del FBI fueron testigos en la base de Guantánamo de cómo se mantenía encadenados, tirados en el suelo de la sala de interrogatorios y en posiciones incómodas durante 24 horas a los prisioneros, que se defecaban y orinaban encima. Un agente escribió que fue testigo de cómo los soldados dejaban apagado el aire acondicionado de una sala, que alcanzaba por ello temperaturas de hasta "cien grados". Un prisionero, medio inconsciente, se había arrancado la mayoría de su pelo con sus propias manos para soportar el calor.
Cigarros en las orejas
Uno de los informes iba dirigido al director del FBI, Robert S. Mueller III, y a otros altos funcionarios estatales. Fechado el pasado 24 de junio, este informe expone los testimonios de "alguien gue observó los serios abusos físicos contra civiles" detenidos en Irak. El documento estaba clasificado como "urgente", y en él, el testigo "describía abusos tales como estrangulamientos, golpes, encendido de cigarrillos en las orejas de los prisioneros e interrogatorios no autorizados".
El informe no aclara si el testigo era agente del FBI o simplemente un informante de este cuerpo, y admite que ha habido intentos de ocultar estos abusos. El autor del memorándum le advierte a Mueller de que debería tener conocimiento de los hechos, para evitar que se volviese en su contra el "potencial y significativo interés público, mediático y parlamentario" que se generase. El documento no presta más detalles sobre abusos, pero da a entender que estos tratamientos a los prisioneros en Irak podrían ser objeto de una investigación.
Los documentos, en su mayoría memorandos escritos por los agentes a sus superiores en Washington a lo largo del año pasado, demuestran que algunos interrogadores del Pentégono se llegaron a hacer pasar por agentes del FBI mientras participaban en abusos contra los prisioneros, tanto en Irak como en Guantánamo.
En un informe del 5 de diciembre de 2003, un agente -cuyo nombre no figura- presente en Guantánamo escribe que el propósito de estas suplantaciones de los miembros del FBI era que, en caso de que "el prisionero fuese alguna vez liberado o de que su historia fuese conocida por el público, no se acusase a los interrogadores del DOD de estas prácticas de tortura, puesto que habrían sido hechas por el FBI". DOD son las siglas en inglés del Departamento de Defensa.
Prisioneros de Guantánamo
Otro informe, del 29 de julio de 2004 y enviado al FBI (incluido la principal abogada de la Policía Federal, Valerie E. Caproni) denuncia abusos perpetrados por los soldados estadounidenses en la base de Guantánamo. Un agente, cuyo nombre no figura en el documento, afirma: "En un par de ocasiones, entré en salas de interrogatorio en las que me encontré con prisioneros tirados en el suelo, con una mano encadenada y con un pie en una posición fetal, sin silla, alimentos o agua. La mayoría de ellos se habían orinado o defecado encima y habían sido abandonados en el lugar 18, 24 o más horas".
En una ocasión, según el testigo, se había subido tanto el aire acondicionado que un prisionero encadenado temblaba de frío. En otra, prosigue el agente, el aire acondicionado había sido apagado, por lo que "la temperatura de la sala, sin ventilación, fácilmente pudo llegar a los cien grados". "El prisionero estaba casi inconsciente en el suelo, con un montón de pelo a su lado. Al parecer, había estado, literalmente, arrancándose su propio pelo a lo largo de la noche", aseguró.
Denuncia al Gobierno
Los documentos difundidos por el 'New York Times' fueron desclasificados este lunes por el Gobierno en respuesta a una denuncia presentada por la Unión Americana de Libertades Civiles (ACLU) y otros grupos de Derechos Humanos para determinar el grado de participación estadounidense en el maltrato de prisioneros.
Estos documentos son los más recientes de toda una serie de revelaciones que han tirado por tierra las afirmaciones del Ejército estadounidense según las cuales los malos tratos se han limitado a unos pocos casos. El director ejecutivo de ACLU, Antonio D. Romero, declaró al diario que estos informes revelan que "los altos representantes del Gobierno ya no pueden ocultarse más del escrutinio público señalando con el dedo a unos soldados de baja graduación".
El Pentágono no ha reaccionado aún a estas últimas acusaciones. No obstante, el NYT recuerda que en todos los casos similares, el Departamento de Defensa siempre ha respondido que no ha permitido abusos en los centros de detención y que algunas acusaciones contenidas en este tipo de documentos están aún pendientes de una investigación.
segunda-feira, dezembro 20, 2004
SALÁRIOS MÍNIMOS
MADRID (Reuters) - O governo espanhol pretende aumentar o salário mínimo em 2005 em um valor superior a sua previsão de inflação, informou o Ministério do Trabalho neste sábado.
O governo socialista já elevou o mínimo em 6,6 por cento, para 490 euros por mês em 1 de julho. Os socialistas prometeram durante a campanha aumentar o salário para 600 euros em quatro anos. A previsão de inflação do governo é de 2 por cento ao ano.
Aumento de 6,6 por cento no salário mínimo, salário mínimo quase nos 500 euros com a meta de chegar aos 600 em quatro anos.
E nós por cá, temos metas? 2,2% ?
O que muitas vezes me questiono é o que me faz manter por cá, neste país esquecido virado para o mar. Devo ter alguma costela masoquista.
Publicado por cachucho em 01:20 AM
O governo socialista já elevou o mínimo em 6,6 por cento, para 490 euros por mês em 1 de julho. Os socialistas prometeram durante a campanha aumentar o salário para 600 euros em quatro anos. A previsão de inflação do governo é de 2 por cento ao ano.
Aumento de 6,6 por cento no salário mínimo, salário mínimo quase nos 500 euros com a meta de chegar aos 600 em quatro anos.
E nós por cá, temos metas? 2,2% ?
O que muitas vezes me questiono é o que me faz manter por cá, neste país esquecido virado para o mar. Devo ter alguma costela masoquista.
Publicado por cachucho em 01:20 AM
domingo, dezembro 19, 2004
sábado, dezembro 18, 2004
Dificuldade de Governar
Dificuldade de Governar
1.
Todos os dias os ministros dizem ao povo
Como é difícil governar. Sem os ministros
O trigo cresceria para baixo em vez de crescer para cima.
Nem um pedaço de carvão sairia das minas
Se o chanceler não fosse tão inteligente. Sem o ministro da Propaganda
Mais nenhuma mulher poderia ficar grávida. Sem o ministro da Guerra
Nunca mais haveria guerra. E atrever-se ia a nascer o sol
Sem a autorização do Führer?
Não é nada provável e se o fosse
Ele nasceria por certo fora do lugar.
2.
E também difícil, ao que nos é dito,
Dirigir uma fábrica. Sem o patrão
As paredes cairiam e as máquinas encher-se-iam de ferrugem.
Se algures fizessem um arado
Ele nunca chegaria ao campo sem
As palavras avisadas do industrial aos camponeses: quem,
De outro modo, poderia falar-lhes na existência de arados? E que
Seria da propriedade rural sem o proprietário rural?
Não há dúvida nenhuma que se semearia centeio onde já havia batatas.
3.
Se governar fosse fácil
Não havia necessidade de espíritos tão esclarecidos como o do Führer.
Se o operário soubesse usar a sua máquina
E se o camponês soubesse distinguir um campo de uma forma para tortas
Não haveria necessidade de patrões nem de proprietários.
E só porque toda a gente é tão estúpida
Que há necessidade de alguns tão inteligentes.
4.
Ou será que
Governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira
São coisas que custam a aprender?
Bertolt Brecht
Publicado por pns em maio 5, 2004 02:09 PM | TrackBack
1.
Todos os dias os ministros dizem ao povo
Como é difícil governar. Sem os ministros
O trigo cresceria para baixo em vez de crescer para cima.
Nem um pedaço de carvão sairia das minas
Se o chanceler não fosse tão inteligente. Sem o ministro da Propaganda
Mais nenhuma mulher poderia ficar grávida. Sem o ministro da Guerra
Nunca mais haveria guerra. E atrever-se ia a nascer o sol
Sem a autorização do Führer?
Não é nada provável e se o fosse
Ele nasceria por certo fora do lugar.
2.
E também difícil, ao que nos é dito,
Dirigir uma fábrica. Sem o patrão
As paredes cairiam e as máquinas encher-se-iam de ferrugem.
Se algures fizessem um arado
Ele nunca chegaria ao campo sem
As palavras avisadas do industrial aos camponeses: quem,
De outro modo, poderia falar-lhes na existência de arados? E que
Seria da propriedade rural sem o proprietário rural?
Não há dúvida nenhuma que se semearia centeio onde já havia batatas.
3.
Se governar fosse fácil
Não havia necessidade de espíritos tão esclarecidos como o do Führer.
Se o operário soubesse usar a sua máquina
E se o camponês soubesse distinguir um campo de uma forma para tortas
Não haveria necessidade de patrões nem de proprietários.
E só porque toda a gente é tão estúpida
Que há necessidade de alguns tão inteligentes.
4.
Ou será que
Governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira
São coisas que custam a aprender?
Bertolt Brecht
Publicado por pns em maio 5, 2004 02:09 PM | TrackBack
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
Florbela Espanca
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
Florbela Espanca
sexta-feira, dezembro 17, 2004
quinta-feira, dezembro 16, 2004
quarta-feira, dezembro 15, 2004
O Espectáculo é a Ideologia por Excelência
O espectáculo (da sociedade de consumo) é a ideologia por excelência, porque expõe e manifesta na sua plenitude a essência de qualquer sistema ideológico: o empobrecimento, a submissão e a negação da vida real. O espectáculo é, materialmente, «a expressão da separação e do afastamento entre o homem e o homem». O «novo poderio do embuste» que se concentrou aí tem a sua base na produção onde surge «com a massa crescente de objectos... um novo domínio de seres estranhos aos quais o homem se submete». É grau supremo duma expansão que necessariamente se coloca contra a vida.
«A necessidade de dinheiro é portanto a verdadeira necessidade produzida pela economia política, e a única necessidade que ela produz» (Manuscritos económico-filosóficos). O espectáculo estende por toda a vida social o princípio que Hegel, na Realphilosophie de Iena, concebe quanto ao dinheiro; é «a vida do que está morto movendo-se em si própria».
Guy Debord, in 'A Sociedade do Espectáculo'
«A necessidade de dinheiro é portanto a verdadeira necessidade produzida pela economia política, e a única necessidade que ela produz» (Manuscritos económico-filosóficos). O espectáculo estende por toda a vida social o princípio que Hegel, na Realphilosophie de Iena, concebe quanto ao dinheiro; é «a vida do que está morto movendo-se em si própria».
Guy Debord, in 'A Sociedade do Espectáculo'
terça-feira, dezembro 14, 2004
Porque me impressionou, transcrevo este apelo
Se alguém souber como ajudar agradece-se,
No dia 13 de Janeiro de 2003, a minha filha Sílvia de 15 anos morreu colhida por um comboio na Estação do Cacém as 20:03h. Ela atravessava a linha no sentido Poente-Nascente acompanhada por uma senhora também utente da CP, que chegava do trabalho pela mesma hora. Estava um comboio de mercadorias a obstruir a passagem de peões,pelo que tiveram que se desviar cerca de dois passos da passadeira. Ao iniciarem esta marcha, ouviram um único apito de um comboio mesmo em cima delas. Este comboio vinha com as luzes interiores apagadas, no sentido Lisboa-Sintra, sem paragem no Cacém pois iria ser arrumado na estação de Algueirão. A senhora que acompanhava a Sílvia teve tempo de dar um salto para a retaguarda, e a Sílvia que ia um passo a frente foi colhida pelo dito comboio, sendo arrastada num espaço de trinta metros, tal era a velocidade que o comboio trazia. Não houve nenhum aviso prévio pelos altifalantes (como aliás é vulgar nesta estação) da passagem do comboio, e ao olharem ao fundo para a passagem de nível, facilmente conseguiram detectar que as cancelas estavam abertas e as luzes de sinalização apagadas, pelo que concluíram não haver perigo na passagem Como mãe desta filha única que era também uma amiga e uma irmã, e um sonho de futuro. Perdi tudo o que tinha na vida, fiquei desolada. Estava na estação à espera dela, ouvi o apito do comboio, vi pessoas a correr e deparei com tudo isto cerca de dois minutos depois do acontecido. Devem calcular que não é fácil insurgir-me contra instituições tais como a CP e a REFER. Apelo desta forma a qualquer pessoa que tenha visto o acidente da forma tal como ele aconteceu, que se digne a responder a este e-mail como testemunha do facto e dessa forma ajudar-me a lutar contra actos como este de autêntica negligência. Dessa forma poderemos evitar que estações de comboios como a do Cacém deixem de existir e que a segurança das pessoas seja prioritária. Só assim podemos evitar que existam mais mortes como esta. A morte de uma pessoa só tem valor se conseguir salvar uma única vida que seja! Ajude-nos a salvar essas vidas, porque embora estas empresas sejam poderosas economicamente, todos juntos somos maiores que isso, e o nosso amor pelos outros (que podem ser nossos) é muito mais grandioso. Quanto mais pessoas receberem este e-mail, maiores são as nossas possibilidades de salvar outras vidas. Envie-o ao maior número de pessoas que puder Obrigado, atenciosamente, A mãe: Helena Oliveira.
Contactar Rita Costa pelo e-mail: guizz0@netcabo.pt
Se alguém souber como ajudar agradece-se,
No dia 13 de Janeiro de 2003, a minha filha Sílvia de 15 anos morreu colhida por um comboio na Estação do Cacém as 20:03h. Ela atravessava a linha no sentido Poente-Nascente acompanhada por uma senhora também utente da CP, que chegava do trabalho pela mesma hora. Estava um comboio de mercadorias a obstruir a passagem de peões,pelo que tiveram que se desviar cerca de dois passos da passadeira. Ao iniciarem esta marcha, ouviram um único apito de um comboio mesmo em cima delas. Este comboio vinha com as luzes interiores apagadas, no sentido Lisboa-Sintra, sem paragem no Cacém pois iria ser arrumado na estação de Algueirão. A senhora que acompanhava a Sílvia teve tempo de dar um salto para a retaguarda, e a Sílvia que ia um passo a frente foi colhida pelo dito comboio, sendo arrastada num espaço de trinta metros, tal era a velocidade que o comboio trazia. Não houve nenhum aviso prévio pelos altifalantes (como aliás é vulgar nesta estação) da passagem do comboio, e ao olharem ao fundo para a passagem de nível, facilmente conseguiram detectar que as cancelas estavam abertas e as luzes de sinalização apagadas, pelo que concluíram não haver perigo na passagem Como mãe desta filha única que era também uma amiga e uma irmã, e um sonho de futuro. Perdi tudo o que tinha na vida, fiquei desolada. Estava na estação à espera dela, ouvi o apito do comboio, vi pessoas a correr e deparei com tudo isto cerca de dois minutos depois do acontecido. Devem calcular que não é fácil insurgir-me contra instituições tais como a CP e a REFER. Apelo desta forma a qualquer pessoa que tenha visto o acidente da forma tal como ele aconteceu, que se digne a responder a este e-mail como testemunha do facto e dessa forma ajudar-me a lutar contra actos como este de autêntica negligência. Dessa forma poderemos evitar que estações de comboios como a do Cacém deixem de existir e que a segurança das pessoas seja prioritária. Só assim podemos evitar que existam mais mortes como esta. A morte de uma pessoa só tem valor se conseguir salvar uma única vida que seja! Ajude-nos a salvar essas vidas, porque embora estas empresas sejam poderosas economicamente, todos juntos somos maiores que isso, e o nosso amor pelos outros (que podem ser nossos) é muito mais grandioso. Quanto mais pessoas receberem este e-mail, maiores são as nossas possibilidades de salvar outras vidas. Envie-o ao maior número de pessoas que puder Obrigado, atenciosamente, A mãe: Helena Oliveira.
Contactar Rita Costa pelo e-mail: guizz0@netcabo.pt
segunda-feira, dezembro 13, 2004
"Qualquer fracasso suficientemente sério torna-se num sucesso. Na actual cultura televisiva e em tempo real, um bom fracasso é o ponto inicial e porventura mais alto de uma estratégia de sucesso porque coloca os seus protagonistas numa posição impar em termos de atracção de audiências; e isto é o que hoje determina o lucro, por isso o sucesso. "
Ilharco, Fernando, Público, em 20041213
Ilharco, Fernando, Público, em 20041213
domingo, dezembro 12, 2004
sexta-feira, dezembro 10, 2004
quinta-feira, dezembro 09, 2004
Marine diz que viu civis serem massacrados
Um marine dos Estados Unidos garantiu, perante um tribunal canadiano, que a sua unidade matou dezenas de civis desarmados no Iraque, sublinhando que os militares, inclusive, estavam perfeitamente conscientes da inocência das suas vítimas.
Pôs o filho de 12 anos a conduzir automóvel
Absolvido em primeira instância, o arguido foi condenado a pagar 450 euros de multa pelo Tribunal da Relação, que revogou a sentença inicial e responsabilizou-o pelo "crime de condução sem habilitação legal materialmente cometido pelo filho". O acórdão sublinha que o menor não pode ser punido porque, dada a sua idade, é inimputável. O adulto, porém, incorria numa pena que podia ir até dois anos de prisão ou 240 dias de multa.
Foi a 16 de Abril do ano passado, quando faltavam 10 minutos para as 14 horas, que as autoridades depararam com o inesperado cenário um rapaz de 12 anos a conduzir um automóvel, com um adulto (que viria a confirmar-se ser seu pai) sentado no banco do lado.
No julgamento de primeira instância ficou provado que foi o próprio pai aperguntar se o rapaz queria conduzir o automóvel e foi, até, "quem determinou isso". No entanto, foi entendimento do tribunal que o homem "não cometeu o crime de condução ilegal".
"O crime só poderá ser cometido em autoria directa e imediata, tratando-se de um crime de mão própria. Logo, o arguido não podia cometer o crime por que foi acusado (aliás, o próprio é titular de carta de condução), impondo-se a sua absolvição", foi decidido.
No entanto, o Tribunal da Relação revogou a sentença, sustentando que foi o arguido que deu início ao ilícito (perguntou ao filho se queria conduzir) e era quem tinha o poder de lhe pôr termo. "Se alguém determina outra pessoa a exercer essa condução (sem carta, perícia nem conhecimentos teóricos necessários), sem para tal estar habilitado, ao ponto, neste caso, de ser autor mediato da mesma, então, merece ser como tal punido, pois verdadeiramente é ele quem viola a lei", salientou a Relação, considerando o arguido como o "instigador" do ilícito do filho. Ainda assim, apenas um "dolo de mediana intensidade".
Na determição da punição, o tribunal teve em consideração, no entanto, a "modesta condição económica" do homem e o facto de ter de suportar as despesas de alimentação, vestuário, saúde e habitação do filho.
A Relação destacou, também, o facto de ser preciso tomar medidas de prevenção geral, "dada a frequência com que se verificam ilícitos desta natureza".
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terça-feira, dezembro 07, 2004
segunda-feira, dezembro 06, 2004
domingo, dezembro 05, 2004
Descobertas mais fotos de Abu Ghraib
Armada norte-americana lançou um inquérito sobre cerca de 40 novas fotografias mostrando prisioneiros no Iraque a serem objecto de sevícias praticadas por soldados norte-americanos na prisão de Abu Ghraib, em Bagdade. Desta feita, os verdugos são elementos das Forças Especiais da Marinha (Navy Seals), que apontam, numa das imagens, uma metralhadora à cabeça dos prisioneiros. Tais imagens - em que algumas ostentam uma marca numérica indicando terem sido tiradas em Maio de 2003 -, foram descobertas por jornalistas da agência Associated Press que acederam a um álbum colocado num sítio de partilha de fotos da internete pela mulher de um soldado norte-americano regressado do Iraque. Os soldados implicados nas fotos dependem do Comando Naval da Forças Especiais de Coronado (Califórnia) que confirmou à CNN a abertura de um inquérito
sábado, dezembro 04, 2004
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